Cortiça Natural - Cortiça e outras Aplicações

A natureza sem limites

Egípcios, gregos e romanos da Antiguidade elegeram a cortiça para os objetos do quotidiano. Hoje esta matéria-prima natural é aplicada em obras icónicas e nas criações mais emblemáticas. Na construção, no património, na decoração, na moda, nas artes plásticas, no lazer, na aeronáutica. Com imaginação, e a ajuda do avanço em I&D e Inovação, conquista arquitetos, engenheiros e designers de todo o mundo. Desde a Terra até ao Espaço.

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«É incrível como funciona. Está aberto mas de alguma forma parece fechado. É como se houvesse paredes de vidro que não se veem mas que nos protegem dos sons da rua… É outra das qualidades da cortiça: absorve o som. Dificilmente conseguimos ouvir os ruídos na superfície do teto de aço.» Esta descrição do arquiteto Pierre de Meuron, sobre a cortiça aplicada no Serpentine Gallery Pavilion 2012 demonstra como uma matéria-prima 100% natural consegue surpreender até os mais conceituados criadores. Em Londres, o projeto de colaboração entre o artista chinês Ai Weiwei e os arquitetos Herzog & de Meuron surpreendeu pela criatividade. E pelo facto de terem usado uma matéria-prima tão «interessante e misteriosa, que poucas pessoas sabem realmente o que é», como refere Jacques Herzog.

«É um material natural, com fortes mais-valias aos níveis do tato e do olfato, de grande versatilidade, o que permite que seja facilmente esculpido, cortado, moldado e formado.»

Herzog & de Meuron,
arquitetos do Serpentine Gallery Pavilion

A redescoberta e os entusiastas

Um pouco por todo o mundo, os artistas plásticos estão a descobrir – ou a redescobrir – uma matéria-prima que há séculos encontramos em objetos do quotidiano, como as rolhas. E o interesse é comum aos artistas veteranos e às novas gerações. Veja-se o êxito do concurso «The Future of Cork Aplications», do Vitra Design Museum e do Centre Georges Pompidou, em 2012, ao qual concorreram mais de 360 jovens artistas, revelando novas perceções para a aplicação da cortiça.

O design tem vindo a assumir uma importância crescente no atual desafio de trazer a cortiça para o primeiro plano da vida moderna. Nomes como Inga Sempé, Nendo, Fernando Brízio ou Pedrita deram o exemplo com o projeto MATERIA® – Cork by Amorim, uma colecção de objetos que se integram de modo funcional nos ambientes do dia-a-dia. Neste campo, também outros conceituados designers de interiores e de mobiliário contribuem para levar o público a olhar e a sentir a cortiça mais intensamente. Jasper Morrison, Candice Olson, Eric Kuster, Daniel Michalik, entre outros, mostram-se autênticos entusiastas desta matéria-prima.

«Para um material que tem sido usado desde a antiguidade, a versatilidade camaleónica da cortiça é astronómica (...) graças à sua capacidade de renovação e de adaptação a novas exigências tecnológicas.»

The Chemistry of Cork,
National Geographic

A cortiça é um produto diferenciador, associado a qualidade. Desperta sensações, apela à criatividade e ao conforto. Quando conjugada com outros materiais, acrescenta-lhes valor e contribui para reforçar o conceito de originalidade, quer na perspetiva do criativo, quer do utilizador. Da decoração à moda mais sofisticada, a cortiça dá origem a peças de joalharia, vestuário ou calçado. Marcas de prestígio, como Yves Saint Laurent, Prada, Stella McCartney, Dior, Dolce & Gabbana e Gucci orgulham-se de integrá-la nas suas coleções.

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Naturalmente arrebatadora

Sendo 100% natural, a cortiça apresenta propriedades únicas que nenhuma tecnologia conseguiu até hoje imitar: é leve ao ponto de flutuar, impermeável, isolante, flexível e compressível, resistente ao atrito, à temperatura e ao desgaste do tempo, hipoalergénica e confortável. Em resultado de um significativo investimento em I&D e Inovação, o alcance das potencialidades desta matéria-prima é tão infinito quanto a imaginação. E os avanços tecnológicos permitem desfrutar da sua alta performance técnica como nunca antes tinha acontecido.

No universo de novas aplicações, a cortiça tem alcançado uma abrangência tal que chega a quase todos os setores económicos e a países onde há uns anos era ainda um produto desconhecido. Na China, por exemplo, o impacto que causou junto dos visitantes do Pavilhão de Portugal da Expo Xangai, todo construído em cortiça, foi arrebatador.

A utilização desta matéria-prima em pavimentos e revestimentos é uma prática já com alguns anos. Mas a sua aplicação em projetos vanguardistas é uma opção relativamente recente do mercado da construção sustentável, com claras vantagens no plano da qualidade dos edifícios, do ar interior e do conforto térmico e acústico. Obras como a Sagrada Família, em Barcelona; o Museu Leonardo da Vinci, em Milão; o Nezu Museum, de Tóquio, o Cape Town Stadium do Campeonato do Mundo de Futebol 2010 ou a já referida Serpentine são exemplos da utilização da cortiça enquanto material de construção altamente sofisticado e tecnicamente avançado. E são a prova de como esta matéria-prima natural se enquadra tão bem e de forma inovadora com outros materiais.

Na área das grandes infraestruturas, a cortiça desempenha igualmente um papel relevante na construção de pontes e autoestradas, nas turbinas eólicas, nas barragens e nos aeroportos.

Conjugada com a alta tecnologia, aumenta a performance dos produtos, o conforto e o prestígio, por exemplo nos automóveis – no interior do novo protótipo F700, da Mercedes, foi aplicada cortiça tão fina quanto o couro –, nos componentes para interiores de autocarros, nos comboios de alta velocidade e nos aviões. No desporto, as suas capacidades são aplicadas em bolas de baseball, pranchas de surf e kayaks medalhados nos Jogos Olímpicos.

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À conquista do Espaço

A cortiça é um material tecnologicamente relevante para o século XXI, competindo em áreas tradicionalmente dominadas pelo metal e derivados do petróleo. Numa sociedade que cada vez valoriza mais a utilização inteligente dos recursos, é a matéria-prima mais sustentável, porque não só assegura uma economia própria, como contribui para a diversidade das espécies e a retenção de CO2. E também porque pode ser usada como substituto de materiais artificiais, de produtos de origem animal, como as peles, e de outros produtos naturais que, ao contrário da exploração da cortiça, implicam o abate de florestas.

Fruto da investigação, surgem todos os dias novas e surpreendentes utilizações: tecido de cortiça, papel de cortiça, fio de cortiça são já uma realidade. Brevemente, será usada, em forma de pó, em produtos cosméticos, graças às suas características hipoalergénicas. Pela sua capacidade de resistência ao choque, está a ser testada em equipamentos à prova de bala. Mas há ainda muito por descobrir sobre a transformação da cortiça e as suas infinitas possibilidades.

E não é só em terra que a cortiça se afirma como um material de futuro. A NASA e a ESA também encontraram na casca do sobreiro um parceiro preferencial, incorporando-a em escudos térmicos e placas de revestimento das naves espaciais. Devido às características únicas dos compósitos de cortiça e à excelente relação peso/performance técnica que demonstram, os materiais de isolamento para os escudos térmicos assumem um papel relevante no sucesso do lançamento e na operação bem-sucedida de todas as naves espaciais, quer sejam tripuladas ou não. Também nesta matéria, Amorim é um importante parceiro tecnológico, fornecendo módulos de cortiça para a indústria aeroespacial desde 1980.

«A cortiça é uma espuma da natureza, uma espuma com combinação única de propriedades.»

NASA Technical Reports Server

Visite:  Serpentine Gallery PavilionMATERIA®Daniel Michalik   e  Domaine de Boisbuchet