Cortiça Mitos e Curiosidades

Sabia que uma única rolha de cortiça pode reter até 562g de CO2?

Que a cortiça era usada no Antigo Egito e que serve para produzir energia? Sabia que diversos estudos científicos demonstram que os consumidores associam a cortiça a vinhos de qualidade superior

Descubra tudo o que sempre quis saber sobre a cortiça.

O sucesso da cortiça ao longo dos séculos reside nas suas propriedades únicas que nenhum vedante produzido pelo homem foi, até à data, capaz de imitar; leveza, compressibilidade, memória elástica, recuperação gradual, impermeabilidade a líquidos e resistência ao desgaste, calor e decomposição.

A cortiça também permite a penetração de uma quantidade mínima de oxigénio no vinho após o engarrafamento, o que parece ter um impacto benéfico. Todavia, será necessária mais investigação para se compreender toda a contribuição da cortiça para a evolução do vinho.

Além disso, a introdução das rolhas técnicas, tais como as rolhas Twin Top, rolhas de champanhe e rolhas Neutrocork alargou a gama de produtos de cortiça disponíveis para se adaptarem a cada tipo de vinho e segmento de mercado vinícola.

Com o manuseamento adequado durante e após o engarrafamento, para a garantia do melhor desempenho, a cortiça é um vedante sem igual.

A cortiça continua a ser tão importante nos dias de hoje quanto no passado. Os produtores como a Amorim venceram de forma eficaz o problema do TCA e estão a trabalhar continuamente na melhoria do desempenho.

A mais recente investigação tem-nos ajudado a compreender melhor a contribuição única da cortiça para a evolução do vinho. Seremos capazes de utilizar esses novos conhecimentos para melhorar ainda mais os nossos produtos.

Não aceitamos a possibilidade de um único vedante abranger todos os segmentos de vinho. A Amorim está a desenvolver novos produtos de cortiça indicados para segmentos de vinho específicos, respondendo a uma necessidade específica do mercado vinícola. Os nossos vedantes vão desde as rolhas Twin Top para vinhos premium às rolhas Neutrocork para o segmento dos vinhos popular premium. Todos os vedantes cumprem os mais elevados padrões de desempenho sensorial e consistência.

A indústria corticeira tem realizado grandes melhorias a nível do desempenho sensorial, em especial nos últimos cinco anos. Além disso, novas iniciativas como a unidade colectiva de processamento de cortiça permitirá aos pequenos produtores aproveitar os últimos avanços da tecnologia de processamento.

No entanto, é verdade que nem todos os produtores cumprem os padrões assumidos por empresas como a Amorim.

Ao adquirirem os seus produtos junto de fornecedores certificados como a Amorim e implementando os seus próprios procedimentos de controlo de qualidade, os vinicultores poderão comprar cortiça com a certeza de que existirá um risco mínimo de TCA.

A produção de rolhas de cortiça situa-se no centro da economia corticeira; se não existisse, as restantes aplicações da cortiça não seriam viáveis. As florestas estariam em estado de abandono. Os agricultores teriam mais dificuldade em resistir a pressões de desarborização das florestas para aplicações mais lucrativas como o eucalipto.

É verdade que a indústria corticeira como um todo foi demasiado lenta na resposta ao problema do TCA. Tudo isto mudou, verificando-se um enorme investimento em I&D destinado à melhoria da qualidade da cortiça.

O aparecimento de vedantes alternativos foi uma chamada de atenção para a indústria corticeira. A concorrência tem-se revelado positiva para a qualidade.

O problema do TCA na cortiça tem sido enfrentado de forma eficaz, ao passo que os problemas relacionados com os vedantes alternativos se mantêm; na verdade, os defensores de cápsulas de rosca negam o facto de o problema estar a ser enfrentado.

Existe cortiça suficiente em Portugal para satisfazer a procura durante os próximos 100 anos. Ao abrigo de um programa de reflorestação de larga escala financiado pela UE, os montados de sobro estão a registar um crescimento anual de 4 por cento. Os montados de grande qualidade do norte de África (Argélia, Tunísia e Marrocos) estão a entrar na produção comercial.

O facto mais importante é a introdução de rolhas técnicas de grande qualidade que permitem uma muito melhor utilização do recurso natural que é a cortiça.

A Amorim produz vedantes de grande qualidade indicados para cada segmento do mercado e a todos os preços, e acredita que os vedantes de cortiça são muito competitivos. Na verdade, em alguns mercados os vedantes de cortiça como as rolhas Neutrocork podem custar metade do preço actual dos principais vedantes derivados do petróleo.

Dada a importância do vedante para o vinho após o engarrafamento, os vinicultores são encorajados a garantir a compra de um vedante de grande qualidade. Os colaboradores da área comercial da Amorim poderão prestar aconselhamento sobre o vedante adequado para cada vinho.

Os vinicultores poderão fornecer recomendações, mas não conseguem controlar o momento do consumo do vinho. Deverão ter a certeza de que o vedante dura até ao consumo, independentemente do momento em que será consumido. A cortiça demonstrou ser um vedante eficaz para vinhos armazenados durante décadas. As rolhas técnicas como as rolhas Twin Top, concebidas para armazenamento de curta ou média duração, continuam a registar um bom desempenho nos ensaios comparativos, mesmo após um período de 5 anos.

Os vinicultores podem utilizar a cortiça baseando-se na certeza de que a mesma terá um bom desempenho, independentemente do momento do consumo do vinho, sem correr o risco de oxidação prematura ou odores a sulfureto associados aos outros vedantes.

Os vinhos poderão não necessitar de oxigénio para evoluírem, mas parece que beneficiam da quantidade mínima de oxigénio que as rolhas de cortiça deixam penetrar.

Quando os vinhos foram totalmente privados de oxigénio, por exemplo, em ampolas de vidro, revelaram igualmente uma tendência acentuada para o desenvolvimento de odores a sulfureto. Desta forma, é possível continuar a registar-se uma evolução que implicará resultados muito diferentes dos inicialmente esperados por parte dos vinicultores.

As descobertas dos investigadores da Universidade de Bordéus 2 sugerem que a difusão do oxigénio nas rolhas naturais é mais importante do que foi referido por J. Ribéreau-Gayon, em 1933.

"Ribéreau-Gayon utilizou um método colorimétrico semelhante, mas não anotou as características dos vedantes, as garrafas e as condições de armazenagem, factores esses que Lopes et al. acreditam que poderiam contribuir para a explicação parcial de algumas diferenças entre os resultados dos estudos de 1933 e 2005."
Nancy Mills, "Sealing Themes And Variations", Artigo publicado no Aust. Wine Industry Journal, Outubro de 2005

A química enológica pós-engarrafamento é uma questão muito complexa e ainda estamos longe de compreender todos os factores em jogo, quanto mais de controlá-los em relação a todos os tipos de vinho, região e colheita. Por outro lado, a cortiça tem revelado um desempenho notável desde há vários séculos. À medida que formos capazes de a compreender melhor conseguiremos melhorar ainda mais o seu desempenho.

"Tentar e criar uma permeabilidade extremamente reduzida, indicada para todos os vinhos, conduzirá à variabilidade dos resultados não entre as garrafas individuais, mas de vinho para vinho.… Exigir que os vinhos sejam totalmente isentos de quaisquer precursores de sulfureto criará exigências que, neste momento, não somos capazes de (e talvez não desejemos) satisfazer de forma consistente enquanto vinicultores."
A. Limmer, "Do Corks Breathe? Or the Origin of Slo", Aust. & Nz Grapegrower and Winemaker, Annual Technical Issue 2005

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