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Estudo confirma pegada de carbono negativa das rolhas de cortiça Amorim

18 Mar / 2020

Com o sequestro de carbono do montado, este valor alcança -562g CO2  por rolha de espumante e -309g CO2 por rolha de cortiça natural

Um estudo independente da EY sobre o ciclo de vida das rolhas de cortiça da Corticeira Amorim, cujas conclusões foram reveladas hoje, destaca a pegada de carbono negativa de dois dos principais produtos da indústria da cortiça, as rolhas de cortiça natural e as rolhas de espumante, confirmando o impacto positivo destas soluções na regulação do clima.

Com esta iniciativa, a Corticeira Amorim pretende avaliar os impactos associados ao processo produtivo e obter dados que permitam melhorar o seu desempenho ambiental. Enquanto líder do setor, o grupo assume uma vez mais o seu forte compromisso com o planeta.

O estudo da EY adota uma abordagem cradle to gate, na qual o ciclo de vida do produto desde a obtenção de matéria-prima até à conclusão do processo de produção, é avaliado. Através de um cálculo detalhado para a pegada de carbono da rolha de cortiça natural, verificou-se um balanço de carbono com um impacto positivo na regulação do clima de -5,7g CO2eq/rolha. Os resultados para a pegada de carbono da rolha de champanhe evidenciam um balanço de carbono com um impacto positivo de -2,5g de CO2eq/rolha.

Ao considerar o perímetro alargado que inclui o sequestro de carbono no montado de sobro associado à produção de cortiça, os resultados são ainda mais contundentes: -309g CO2eq/rolha de cortiça natural e -562g CO2eq/rolha de espumante,

No seu conjunto, estes dados confirmam o impacto positivo das rolhas de cortiça na regulação do clima, superando largamente as avaliações anteriores.

Deste modo, nas rolhas de cortiça natural, comparando com a avaliação anterior (PwC/Ecobilan, 2008), verifica-se que os impactos comparáveis avaliados para as principais etapas do processo industrial e dos transportes foram reduzidos de -2,3g CO2eq/rolha para -4,3g CO2eq/rolha, ilustrando melhorias significativas no desempenho ambiental devido, nomeadamente, à eficiência no uso dos recursos e medidas de eficiência energética.

Tendo em conta que o sobreiro retém o carbono ao longo da sua longa vida e independentemente da extração de cortiça, a utilização económica do montado para a produção de cortiça viabiliza a perpetuidade de um ecossistema único, com externalidades positivas de valor inestimável para a sociedade, entre as quais o sequestro de carbono, contribuindo positivamente para a regulação do clima.

Numa altura em que a proteção do ambiente é mais importante do que nunca, as credenciais de sustentabilidade das rolhas de cortiça são cada vez mais valorizadas pelos consumidores nacionais e internacionais, a que se junta a reconhecida capacidade técnica superior da cortiça em termos de salvaguarda da qualidade dos vinhos.

 

Sobre a rolha de cortiça natural e a rolha de espumante

A rolha de cortiça natural é a mais conceituada das rolhas, um produto topo de gama para os melhores vinhos. É ideal para vedar vinhos premium, que necessitem de estagiar na garrafa, embora possa ser utilizada em todos os tipos de vinho. A rolha natural responde às expectativas dos melhores vinicultores do mundo e dos consumidores mais exigentes. Este produto 100% natural é extraído de um único traço de cortiça e aperfeiçoado através do recurso a tecnologia de última geração.

A indústria de espumante e espumante exige altos níveis de desempenho físico, químico e enológico. Excelência no comportamento mecânico e facilidade de engarrafamento são vantagens fundamentais desta rolha, a qual é composta por um corpo granulado de cortiça, com dois discos de cortiça natural de elevada qualidade na extremidade que entra em contacto com o vinho.

 

Abordagem

Para analisar a pegada ambiental associada à produção das rolhas naturais e de espumante, o estudo, realizado pela EY em 2019, centrou-se na avaliação do ciclo de vida (ACV), com base nas normas ISO 14040/44 (ISO, 2006), complementadas com as diretrizes do International Reference Life Cycle Data System (ILCD) Handbook - General guide for Life Cycle Assessment - Detailed guidance (EC-JRC, 2010).

A avaliação foi focada numa unidade funcional de 1000 rolhas:

  • Rolha natural: dimensões médias 45 mm x 24 mm; peso médio 3,8g; composição média: 99,7% cortiça e 0,3% produtos customizados;
  • Rolha de espumante: dimensões médias 48 mm x 30,5 mm; peso médio 9g; composição média: 85% cortiça e 15% produtos customizados.

Foram estudadas diferentes etapas do ciclo de vida sob uma abordagem business to business (cradle to gate), tendo sido calculados os impactos até à conclusão do processo de produção, nomeadamente: atividades florestais, preparação de cortiça, incluindo o transporte da floresta, etapa de produção, etapa de acabamento e embalagem. Para comparação com a abordagem de estudos anteriores, também foi calculado o impacto da distribuição do produto de Portugal para o Reino Unido. A avaliação também incluiu informações adicionais sobre o sequestro de carbono da floresta de sobreiro.

O estudo avaliou os impactos relacionados com a produção e consumo de matérias-primas, energia, emissões de processos, consumo de água, produção e transporte de resíduos em cada etapa, consideradas categorias de impacto normalmente utilizadas nas ACV para produtos de cortiça. Os métodos utilizados estão alinhados com a recomendação das Product Environmental Footprint Category Rules (PEFCR) para pegadas ambientais de produtos para vinhos tranquilos e espumantes (PEF) emitidas pela Comissão Europeia em 2018.

Os dados associados à produção foram fornecidos pela Corticeira Amorim, enquanto os processos gerais de produção associados à produção de matérias-primas, energia, transporte e gestão de resíduos foram obtidos na base de dados ecoinvent 3.5 (Werner, et al., 2016).

Para avaliar a pegada ambiental num ano inteiro (2018), foram recolhidos dados de consumo de energia e material, emissões atmosféricas, tratamento de resíduos e água para cada etapa. Potenciais impactos ambientais foram alocados aos produtos analisados e seus subprodutos após uma alocação de massa.

 

 

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